Economia

Em SP, comprar a cesta básica exige mais de 115 horas de trabalho por mês

Rio e Florianópolis também figuram no topo; Aracaju registra o menor comprometimento entre as capitais
Três metrópoles onde horas para comprar cesta básica refletem a crise de custo de vida

Quem recebe salário mínimo em São Paulo precisa trabalhar 115 horas e 45 minutos por mês só para pagar a cesta básica — o maior índice entre as 27 capitais brasileiras monitoradas. Os dados são do levantamento conjunto da Conab e do Dieese, referente a fevereiro de 2026.

Na média nacional, 46,13% da renda líquida de um trabalhador com salário mínimo foi para alimentação básica no período. Em Aracaju, capital com melhor desempenho no ranking, o número cai para 76 horas e 23 minutos mensais.

O ranking das capitais

Logo atrás de São Paulo aparecem Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14). Na última posição, com o menor comprometimento de horas, está Aracaju — 76h23 contra 115h45 da capital paulista.

O comprometimento da renda segue o mesmo padrão. Em São Paulo, 56,88% do salário mínimo líquido é consumido pela cesta básica. Em Aracaju, esse percentual cai para 37,54%. A média das 27 capitais ficou em 46,13% em fevereiro.

O levantamento é realizado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Dieese. O índice de comprometimento considera o salário já com o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária.

Os dados têm como base o preço da cesta básica divulgado pela Conab em fevereiro — quando São Paulo registrou o custo mais alto do país, a R$ 852,87, e o Nordeste concentrou as maiores altas mensais, com Natal liderando a variação positiva.

Salário mínimo deveria ser quatro vezes o piso atual

O relatório também estima qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor seria de R$ 7.164,94 — aproximadamente quatro vezes o piso nacional vigente de R$ 1.621.

A projeção é calculada com base no custo da cesta básica mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo. A distância entre o salário real e o teórico necessário revela o peso desproporcional que os alimentos representam no orçamento de quem ganha o mínimo.

Em São Paulo, a conta é especialmente dura: mais da metade da renda mensal — 56,88% — é absorvida apenas com alimentação básica, antes de qualquer outro gasto como aluguel, transporte ou saúde.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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